Early and Contemporary Music Consort Sete Lágrimas founders: Filipe Faria and Sérgio Peixoto (© Rita Santos)

 

Biografia Biography


 

(…) embora o título prometa lágrimas, convidadas pouco próprias destes tempos de alegria, não são, todavia, menos aprazíveis as lágrimas que a música chora; nem sempre se vertem em tristeza, mas por vezes em júbilo e contentamento. Dignai-vos, pois, de conceder a vossa graciosa protecção a estes aguaceiros de harmonia, para que se metamorfoseiem em verdadeiras lágrimas. [trad. livre]
— John Dowland (?1563-1626)
in Lachrimæ or seaven teares..., London, 1604

Fundado em Lisboa, em 1999, por Filipe Faria e Sérgio Peixoto, Sete Lágrimas ECMC – Consort de Música Antiga e Contemporânea – assume o nome da inovadora colecção de danças do compositor renascentista John Dowland (1563-1626) – Lachrimæ, or Seaven Teares – publicadas por John Windet em 1604 quando o compositor era alaudista de Cristiano IV da Dinamarca (1577-1648).

Dedicado aos diálogos da Música Antiga com a contemporaneidade ­­– bem como da música erudita com as tradições seculares –, Sete Lágrimas junta músicos de diferentes horizontes musicais em torno de projectos conceptuais animados tanto por originais investigações musicológicas como por processos de inovação e criatividade em torno dos sons, instrumentário e memórias da Música Antiga.

Nestes projectos são identificáveis os diálogos entre a música erudita e a popular, entre a Música Antiga e a contemporânea e entre a secular diáspora portuguesa dos Descobrimentos e o eixo latino mediterrânico convertidos em som através da fiel interpretação dos cânones performativos da Música Antiga como de uma aproximação a elementos definidores da música tradicional ou do jazz.

Desde a sua fundação, o grupo desenvolve uma intensa actividade concertística de centenas de concertos na Europa e Ásia, de onde se destacam: Portugal: Centro Cultural de Belém (Grande Auditório, Pequeno Auditório), Fundação Calouste Gulbenkian (Grande Auditório), Casa da Música (Sala Suggia), Festival Cistermúsica, Festival de São Roque, Festival das Artes de Coimbra, Festival dos Capuchos, Festival Internacional de Música da Madeira, Festival Internacional de Música dos Açores, Festival Fora do Lugar, Festival de Leiria, Festival de Almada, Festival Terras sem Sombra, Encontros de Música Antiga de Loulé, Memórias Musicais de um Palácio (Sintra), Festival Todos, Festival Internacional de Música de Espinho, Fundação Oriente, Festival Artes à Vila, Quartel das Artes, Teatro Viriato, Theatro Circo (Sala Principal) (...); Bulgária: Zora Dramatic Theatre (Sliven); Itália: Ravenna, Festival Internazionale W. A. Mozart a Rovereto); Malta: BirguFest; Espanha: Festival de Música Antigua de Gijón, Festival de Música Antigua de Úbeda y Baeza, Museo Nacional de Valladolid, Fundación Juan March (Madrid), Abvlensis Festival Internacional de Musica, Teatro Zorilla (Valladolid), Festival Camino de Santiago (Jaca) (…); China: Macao Internacional Music Festival; Suécia: Stockholm Early Music Festival; França: Festival Baroque de Sablé, Opéra de Lille (...); Bélgica: Gent Festival van Vlaanderen, Flemish Opera (Gent), Bozar (Bruxelles), Music Center DeBijloke (Gent) (...); Noruega: Stavanger Konzerthus; República Checa: Letní slavnosti staré hudby (Summer Festivities of Early Music, Prague); Luxemburgo: Philharmonie Luxembourg (Salle de Musique de Chambre, Grand Auditorium), Festival Atlântico; Alemanha: Elbphilharmonie Laeiszhalle Hamburg (Grosse Saal); Croácia: Varaždinske Barokne Večeri/ Varaždin Baroque Evenings (Varaždin e Ludbreg).

Sete Lágrimas chama frequentemente, aos seus projectos, músicos convidados das áreas da Música Antiga e da música tradicional, jazz e do mundo. Destes, destacam-se o Coro Gulbenkian (Portugal), María Cristina Kiehr (Argentina), Zsuzsi Tóth (Hungria), Ana Quintans (Portugal), Mayra Andrade (Cabo Verde), António Zambujo (Portugal), Adufeiras de Monsanto (Portugal), CRAMOL (Portugal), Tainá (Brasil), Carolina Deslandes (Portugal) ou Ana Moura (Portugal).

No contexto dos projectos de diálogo entre a Música Antiga e a contemporânea – New Early Music Series –, Sete Lágrimas estreia obras, especialmente dedicadas ao consort, dos compositores Ivan Moody (Inglaterra), João Madureira (Portugal), Andrew Smith (Inglaterra/Noruega), Christopher Bochmann (Inglaterra) e Filipe Faria e Sérgio Peixoto (Portugal). Em 2011 Sete Lágrimas apresentou, em estreia mundial, no Festival das Artes de Coimbra, a encomenda da obra Lamento ao escritor José Luís Peixoto, vencedor do Prémio Literário José Saramago, e ao compositor João Madureira.

Com uma discografia de 20 títulos – Lachrimæ #1 (2007), Kleine Musik (2008), Diaspora.pt: Diáspora, vol.1 (2008), Silêncio (2009), Pedra Irregular (2010), Vento (2010), Terra: Diáspora, vol.2 (2011), En tus brazos una noche (2012), Península: Diáspora. vol.3 (2013), Cantiga (2014), Um dia normal (2015), poema gráfico com texto e ilustrações de Filipe Faria e música de Sete Lágrimas, Missa Mínima (2016), Twentie Yeares in Seaven Teares (2020), Loa (2023), Folia Nova (2023), BACH (2024), The Elvas Project/Projecto Elvas, Vol.1 (2025), primeiro volume da hexalogia dedicada ao Cancioneiro de Elvas (séc. XVI) e fragmenta (2025), Projecto Elvas, Vol.2 (2026) e Requiem (2026), novas partículas a partir do Requiem de Mozart (K. 626) – o consort é considerado pela crítica como um dos mais relevantes e inovadores projectos europeus na área da Música Antiga. Internacionalmente, destacam-se as críticas discográficas e de concerto na International Record Review, Doce Notas, Aftonbladet, Novinky, Opera PLUS, Svenska Dagbladet, Lute News, Goldberg, etc. e a permanência regular nas playlists das rádios clássicas de vários países europeus.

Em 2008, 2011 e 2012 os três primeiros títulos do projecto Diáspora atingem o primeiro lugar do TOP de vendas das lojas FNAC. Em 2010, Diaspora.pt foi escolhido, no “Guia da Música Clássica” como “Discografia Essencial”, e a carreira do Sete Lágrimas destacada na publicação “Alma Lusitana” (FNAC).

Em 2011/2012 Sete Lágrimas é convidado para assumir o estatuto de Ensemble Associado da Temporada do Centro Cultural de Belém (CCB/Lisboa) tendo apresentado o “Tríptico da Terra” em três concertos esgotados.

A convite da rádio clássica RDP Antena 2, Sete Lágrimas foi, em 2014, o representante português no projecto europeu da UER/EBU Union Européenne de Radio-Télévision – EURORADIO – Christmas Folk Music Project – emitido em 30 rádios de 28 países como a BBC Radio 3 ou a France Musique.

Em 2018 a Philharmonie Luxembourg e Pascal Sticklies convidam Sete Lágrimas a desenvolver – entre 2018 e 2022 ­– uma trilogia de projectos de criação original sob a designação “Les Explorateurs” – “Les Explorateurs” (2018), “La Princesse Mystérieuse” (2019/20) e “Le Vieux Roi et la Lune” (2020/22) –, inspirada no universo musical de Sete Lágrimas, com 54 récitas esgotadas em 4 anos. A equipa internacional e multidisciplinar dos três projectos, liderada pelo encenador e dramaturgo Benjamin Prins (França), contou com a assistente de direcção e dramaturga Pénélope Driant (França), a cenógrafa e figurinista Nina Ball (Áustria), a assistente de figurinos e cenografia Nathalie Villarmé (França), a coreógrafa Sabine Novel (França) e, em palco, com o consort Sete Lágrimas e os actores e bailarinos Jan Bastel (Alemanha), Nestor Kouame Dit Solvis (Costa do Marfim), Winnie Dias (Brasil), Alexandre Martin-Varoy (França), Fábio Krayze (Angola) e Alexander Fend (Alemanha). Em 2024 a Philharmonie Luxembourg repõe “La Princesse Mystérieuse” numa série de 13 récitas esgotadas, elevando para 67 o total de récitas da trilogia.

Em 2021 Sete Lágrimas junta-se ao projecto “If I rained an ocean” (Se chovesse um oceano) de Filipe Faria e Winnie Dias (Brasil), um projecto de video-dança, música, fotografia e performance filmado por estes realizadores em Berlim, Hamburgo, Düsseldorf, Wuppertal (Alemanha), Zürich (Suiça) e Idanha-a-Velha (Portugal), com os bailarinos Futaba Ishizaki (Japão), Naomi Brito (Brasil), Rafaela Bosi (Brasil), Rafaelle Queiroz (Brasil), Fuyumi Hamashima (Japão), Isabella Heylmann (Austrália), Hayley Page (Austrália) e Borja Bermudez (Espanha). Em 2022, o filme “Ego”, realizado por Winnie Dias sobre “Pues que veros” – um “novo vilancico” composto por Filipe Faria e Sérgio Peixoto sobre um poema do século XVI – foi vencedor do prémio “Best Music Video” no 5th MiMo - Milano Mobile Film Festival (Itália). Em 2023, o mesmo filme foi quarter-finalist na International Short Film Competition! do Flatlands Dance Film Festival (Nevada, Estados Unidos da América). “Ego” e “Solitude” – realizado sobre “Cruel saudade” (anón., Brasil) –, fazem, ainda, parte da Selecção Oficial do Super 9 Mobile Film Fest.

A convite do Centro Cultural de Belém - Fábrica das Artes - Filipe Faria e Sérgio Peixoto desenvolvem, entre Setembro de 2021 e Maio de 2022, o projecto SETE – Novos Criadores das Infâncias – com um grupo de nove jovens músicos. Este projecto de tutoria desdobrou-se num conjunto de masterclasses, residências artísticas, talks, formações e novas criações em torno do universo criativo, conceptual e formal das Sete Lágrimas.

No contexto das comemorações dos 20 anos de carreira, a Arte das Musas edita o livro Twentie Yeares in Seaven Teares – Vinte Anos em Sete Lágrimas: Os primeiros vinte anos de Sete Lágrimas ECMC, que inclui um CD best-of da discografia completa do consort a par de dois “novos vilancicos” inéditos e um conjunto de 30 depoimentos de directores artísticos de salas e festivais europeus.

Em 2023 Sete Lágrimas edita o seu 14º título, intitulado Loa, uma proposta de contrafacta dedicada ao diálogo entre as melodias dos Laudários italianos de Cortona e Firenze e as traduções quatrocentistas do bispo português André Dias de Escobar (Lisboa, ?1348-1450/51). O projecto foi desenvolvido em parceria com os Professores Doutores Manuel Pedro Ferreira (CESEM/Faculdade de Ciências Sociais e Humanas/Universidade Nova de Lisboa, Portugal) e Blake Wilson (Professor Emeritus of Music, Department of Music/Dickinson College, EUA).

Ainda em 2023, o consort edita o seu 15º título, intitulado Folia Nova, projecto integrado na sua série Nova Música Antiga (New Early Music Series, vol.5), música composta por Filipe Faria e Sérgio Peixoto a partir de poesia portuguesa dos séculos XV e XVI. Folia Nova foi nomeado, em 2023, na categoria “Melhor Álbum de Música Clássica/Erudita” nos Prémios Vodafone PLAY - Prémios da Música Portuguesa.

Em 2024, sob encomenda da Arte das Musas, Filipe Faria e Sérgio Peixoto criam, para Sete Lágrimas, o projecto L3 Leipzig Lisboa Luanda (a partir de Bach) estreado nos Festivais GREC Barcelona and Bachcelona (Barcelona, Espanha) e desdobrado numa série de duas screendances multipremiadas realizadas por Filipe Faria com o bailarino angolano Fábio Krayze.

O projecto, com o título BACH, é o 16º título da discografia do consort, um ensaio sonoro e visual, um diálogo entre a música de Bach e novas partículas, criadas e recriadas por Filipe Faria e Sérgio Peixoto para Sete Lágrimas, tecido entre a fotografia e as paisagens sonoras de Filipe Faria. BACH foi nomeado, em 2024, na categoria “Melhor Álbum de Música Clássica/Erudita” nos Prémios Vodafone PLAY - Prémios da Música Portuguesa.

Em 2025, Sete Lágrimas inicia o seu mais ambicioso projecto, uma hexalogia a editar até 2030, dedicada ao Cancioneiro de Elvas, manuscrito português do terceiro quartel do século XVI (BME Ms. 11793/P-Em 11793). Dividido em duas partes, o projecto propõe percorrer integralmente o pequeno códice: os três primeiros volumes reúnem as 65 canções profanas conservadas com música – vilancetes (ou vilancicos), cantigas, tercetos e outras formas poético-musicais – e os três seguintes apresentam nova música de Filipe Faria e Sérgio Peixoto para os 36 romances, glosas, vilancetes e cantigas aí preservados sem música.

Ainda em 2025, Sete Lágrimas edita fragmenta, 18º título da sua discografia, uma proposta de novas partículas sonoras e visuais a partir dos fragmentos das sete Cantigas d’Amor de El-Rei D. Dinis (1261–1325) — nos 700 anos da sua morte —, preservadas, com música, no chamado Pergaminho Sharrer. A música de fragmenta foi desdobrada numa instalação sonora site specific, em quadrifonia, de Filipe Faria, que esteve patente na catedral de Idanha-a-Velha, no Convento de Cristo, em Tomar, e no Convento dos Capuchos, em Almada.

Em 2026, Sete Lágrimas prossegue a hexalogia dedicada ao Cancioneiro de Elvas com Projecto Elvas, Vol.2, e edita ainda Requiem, o seu 20º título, um ensaio sonoro e visual a partir da decomposição do Requiem, K. 626, de Wolfgang Amadeus Mozart. A música de Requiem desdobra-se numa instalação sonora de Filipe Faria, estreada no Mosteiro de Alcobaça, e no filme Respira, realizado por Filipe Faria no âmbito do Prémio Território | Estúdios Victor Córdon — Melhor Realizador Nacional, atribuído no InShadow — Lisbon Screendance Festival 2025. Encomendado pela OPART / Estúdios Victor Córdon no contexto do programa TERRITÓRIO IX, o filme estreou no Teatro Nacional São João, no Porto, seguindo-se apresentações no Millennium Festival ao Largo, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, e no Teatro Aveirense.

Sete Lágrimas conta com o apoio do Ministério da Cultura (Governo de Portugal) e da Direcção-Geral das Artes, desde 2003, e do Município de Idanha-a-Nova - UNESCO Creative City of Music, desde 2012. É representado e editado pela Arte das Musas.

 
 

(...) though the title doth promise tears, unfit guests in these joyful times, yet no doubt pleasant are the teares which musick weeps, neither are tears shed always in sorrow, but sometimes in joy and gladness. Vouchsafe then your gracious protection to these showers of harmony (…) they be metamorphosed into true tears.
— John Dowland (?1563-1626)
in Lachrimæ or seaven teares..., London, 1604


Founded in Lisbon in 1999 by Filipe Faria and Sérgio Peixoto, Sete Lágrimas ECMC – Early and Contemporary Music Consort – takes its name from the innovative collection of dances by the Renaissance composer John Dowland (1563-1626) – Lachrimæ, or Seaven Teares – published by John Windet in 1604, when the composer was lutenist to Christian IV of Denmark (1577-1648).

Dedicated to dialogues between Early Music and contemporary music – as well as between art music and centuries-old traditions –, Sete Lágrimas brings together musicians from different musical backgrounds in conceptual projects shaped both by original musicological research and by processes of innovation and creativity centred on the sounds, instruments and memories of Early Music.

These projects explore dialogues between art music and popular music, between Early Music and contemporary music, and between the centuries-old Portuguese diaspora of the Discoveries and the Latin Mediterranean axis, translated into sound through both a faithful interpretation of the performance conventions of Early Music and an engagement with defining elements of traditional music and jazz.

Since its foundation, the group has maintained an intensive concert activity, with hundreds of performances across Europe and Asia, including: Portugal: Centro Cultural de Belém (Grande Auditório, Pequeno Auditório), Fundação Calouste Gulbenkian (Grande Auditório), Casa da Música (Sala Suggia), Festival Cistermúsica, Festival de São Roque, Festival das Artes de Coimbra, Festival dos Capuchos, Festival Internacional de Música da Madeira, Festival Internacional de Música dos Açores, Festival Fora do Lugar, Festival de Leiria, Festival de Almada, Festival Terras sem Sombra, Encontros de Música Antiga de Loulé, Memórias Musicais de um Palácio (Sintra), Festival Todos, Festival Internacional de Música de Espinho, Fundação Oriente, Festival Artes à Vila, Quartel das Artes, Teatro Viriato, Theatro Circo (Sala Principal) (...); Bulgaria: Zora Dramatic Theatre (Sliven); Italy: Ravenna, Festival Internazionale W. A. Mozart a Rovereto); Malta: BirguFest; Spain: Festival de Música Antigua de Gijón, Festival de Música Antigua de Úbeda y Baeza, Museo Nacional de Valladolid, Fundación Juan March (Madrid), Abvlensis Festival Internacional de Musica, Teatro Zorilla (Valladolid), Festival Camino de Santiago (Jaca) (…); China: Macao Internacional Music Festival; Sweden: Stockholm Early Music Festival; France: Festival Baroque de Sablé, Opéra de Lille (...); Belgium: Gent Festival van Vlaanderen, Flemish Opera (Gent), Bozar (Bruxelles), Music Center DeBijloke (Gent) (...); Norway: Stavanger Konzerthus; Czech Republic: Letní slavnosti staré hudby (Summer Festivities of Early Music, Prague); Luxembourg: Philharmonie Luxembourg (Salle de Musique de Chambre, Grand Auditorium), Festival Atlântico; Germany: Elbphilharmonie Laeiszhalle Hamburg (Grosse Saal); Croatia: Varaždinske Barokne Večeri/ Varaždin Baroque Evenings (Varaždin and Ludbreg).

Sete Lágrimas regularly invites guest musicians from the fields of Early Music, traditional music, jazz and world music. These have included Coro Gulbenkian (Portugal), María Cristina Kiehr (Argentina), Zsuzsi Tóth (Hungary), Ana Quintans (Portugal), Mayra Andrade (Cape Verde), António Zambujo (Portugal), Adufeiras de Monsanto (Portugal), CRAMOL (Portugal), Tainá (Brazil), Carolina Deslandes (Portugal) and Ana Moura (Portugal).

Within its projects exploring dialogues between Early Music and contemporary music – the New Early Music Series –, Sete Lágrimas has premièred works specially written for the consort by Ivan Moody (England), João Madureira (Portugal), Andrew Smith (England/Norway), Christopher Bochmann (England), and Filipe Faria and Sérgio Peixoto (Portugal). In 2011, at the Festival das Artes de Coimbra, Sete Lágrimas gave the world première of Lamento, commissioned from writer José Luís Peixoto, winner of the José Saramago Literary Prize, and composer João Madureira.

With a discography of 20 titles – Lachrimæ #1 (2007), Kleine Musik (2008), Diaspora.pt: Diáspora, vol.1 (2008), Silêncio (2009), Pedra Irregular (2010), Vento (2010), Terra: Diáspora, vol.2 (2011), En tus brazos una noche (2012), Península: Diáspora. vol.3 (2013), Cantiga (2014), Um dia normal (2015), a graphic poem with text and illustrations by Filipe Faria and music by Sete Lágrimas, Missa Mínima (2016), Twentie Yeares in Seaven Teares (2020), Loa (2023), Folia Nova (2023), BACH (2024), The Elvas Project/Projecto Elvas, Vol.1 (2025), the first volume of the hexalogy dedicated to the Cancioneiro de Elvas (16th century), fragmenta (2025), Projecto Elvas, Vol.2 (2026) and Requiem (2026), new particles after Mozart’s Requiem (K. 626) – the consort is regarded by critics as one of the most significant and innovative European projects in the field of Early Music. Internationally, its recordings and concerts have been reviewed in International Record Review, Doce Notas, Aftonbladet, Novinky, Opera PLUS, Svenska Dagbladet, Lute News, Goldberg, among others, and feature regularly on classical radio playlists in several European countries.

In 2008, 2011 and 2012, the first three titles in the Diáspora project reached number one in the sales charts at FNAC stores. In 2010, Diaspora.pt was selected as an “Essential Recording” in the Guia da Música Clássica, while Sete Lágrimas’ career was featured in the publication Alma Lusitana (FNAC).

In 2011/2012, Sete Lágrimas was invited to become Ensemble Associé for the Centro Cultural de Belém season (CCB/Lisbon), presenting Tríptico da Terra in three sold-out concerts.

In 2014, at the invitation of classical radio station RDP Antena 2, Sete Lágrimas represented Portugal in the European Broadcasting Union’s EURORADIO Christmas Folk Music Project, broadcast by 30 radio stations in 28 countries, including BBC Radio 3 and France Musique.

In 2018, Philharmonie Luxembourg and Pascal Sticklies invited Sete Lágrimas to develop, between 2018 and 2022, a trilogy of original creative projects under the title Les ExplorateursLes Explorateurs (2018), La Princesse Mystérieuse (2019/20) and Le Vieux Roi et la Lune (2020/22) –, inspired by the musical universe of Sete Lágrimas and presented in 54 sold-out performances over four years. The international, multidisciplinary team behind the three projects, led by director and playwright Benjamin Prins (France), included assistant director and dramaturg Pénélope Driant (France), set and costume designer Nina Ball (Austria), costume and set design assistant Nathalie Villarmé (France), choreographer Sabine Novel (France), and, on stage, Sete Lágrimas together with actors and dancers Jan Bastel (Germany), Nestor Kouame Dit Solvis (Ivory Coast), Winnie Dias (Brazil), Alexandre Martin-Varoy (France), Fábio Krayze (Angola) and Alexander Fend (Germany). In 2024, Philharmonie Luxembourg revived La Princesse Mystérieuse for a further series of 13 sold-out performances, bringing the trilogy’s total to 67 performances.

In 2021, Sete Lágrimas joined If I rained an ocean (Se chovesse um oceano), a project by Filipe Faria and Winnie Dias (Brazil) combining screendance, music, photography and performance, filmed by the two directors in Berlin, Hamburg, Düsseldorf and Wuppertal (Germany), Zürich (Switzerland) and Idanha-a-Velha (Portugal), with dancers Futaba Ishizaki (Japan), Naomi Brito (Brazil), Rafaela Bosi (Brazil), Rafaelle Queiroz (Brazil), Fuyumi Hamashima (Japan), Isabella Heylmann (Australia), Hayley Page (Australia) and Borja Bermudez (Spain). In 2022, Ego, a film directed by Winnie Dias to Pues que veros – a “new villancico” composed by Filipe Faria and Sérgio Peixoto to a 16th-century poem – won the “Best Music Video” award at the 5th MiMo - Milano Mobile Film Festival (Italy). In 2023, the same film was a quarter-finalist in the International Short Film Competition! at the Flatlands Dance Film Festival (Nevada, United States of America). Ego and Solitude – the latter made to Cruel saudade (anon., Brazil) – were also selected for the Super 9 Mobile Film Fest.

At the invitation of Centro Cultural de Belém – Fábrica das Artes, Filipe Faria and Sérgio Peixoto developed, between September 2021 and May 2022, SETE – Novos Criadores das Infâncias – with a group of nine young musicians. This mentoring project unfolded through a series of masterclasses, artistic residencies, talks, training sessions and new creations centred on the creative, conceptual and formal universe of Sete Lágrimas.

To mark twenty years of activity, Arte das Musas published the book Twentie Yeares in Seaven Teares – Twenty Years in Seven Tears: The First Twenty Years of Sete Lágrimas ECMC, including a best-of CD drawn from the consort’s complete discography, two previously unreleased “new villancicos”, and 30 testimonies from artistic directors of European venues and festivals.

In 2023, Sete Lágrimas released its 14th title, Loa, a contrafacta project dedicated to the dialogue between melodies from the Italian laudari of Cortona and Florence and the 15th-century translations of the Portuguese bishop André Dias de Escobar (Lisbon, ?1348-1450/51). The project was developed in partnership with Professors Manuel Pedro Ferreira (CESEM/Faculty of Social and Human Sciences/Universidade Nova de Lisboa, Portugal) and Blake Wilson (Professor Emeritus of Music, Department of Music/Dickinson College, USA).

Also in 2023, the consort released its 15th title, Folia Nova, part of its New Early Music Series (vol.5), with music composed by Filipe Faria and Sérgio Peixoto from Portuguese poetry of the 15th and 16th centuries. Folia Nova was nominated in 2023 for “Best Classical/Erudite Music Album” at the Vodafone PLAY Awards – Portuguese Music Awards.

In 2024, commissioned by Arte das Musas, Filipe Faria and Sérgio Peixoto created, for Sete Lágrimas, L3 Leipzig Lisboa Luanda (after Bach), premièred at the GREC Barcelona and Bachcelona festivals (Barcelona, Spain) and subsequently developed into a series of two award-winning screendances directed by Filipe Faria with Angolan dancer Fábio Krayze.

The project, entitled BACH, is the 16th title in the consort’s discography: a sonic and visual essay, a dialogue between Bach’s music and new particles created and recreated by Filipe Faria and Sérgio Peixoto for Sete Lágrimas, woven between Filipe Faria’s photography and soundscapes. BACH was nominated in 2024 for “Best Classical/Erudite Music Album” at the Vodafone PLAY Awards – Portuguese Music Awards.

In 2025, Sete Lágrimas began its most ambitious project to date, a hexalogy to be released by 2030, dedicated to the Cancioneiro de Elvas, a Portuguese manuscript from the third quarter of the 16th century (BME Ms. 11793/P-Em 11793). Divided into two parts, the project sets out to explore the small codex in its entirety: the first three volumes bring together the 65 secular songs preserved with music – vilancetes (or villancicos), cantigas, tercetos and other poetic-musical forms – while the following three present new music by Filipe Faria and Sérgio Peixoto for the 36 romances, glosas, vilancetes and cantigas preserved in the manuscript without music.

Also in 2025, Sete Lágrimas released fragmenta, the 18th title in its discography, a proposal of new sonic and visual particles derived from fragments of the seven Cantigas d’Amor by King Dinis (1261–1325) – marking the 700th anniversary of his death – preserved with music in the so-called Sharrer Parchment. The music of fragmenta was expanded into a site-specific, quadraphonic sound installation by Filipe Faria, presented at the cathedral of Idanha-a-Velha, the Convent of Christ in Tomar, and the Convent of the Capuchos in Almada.

In 2026, Sete Lágrimas continued its hexalogy dedicated to the Cancioneiro de Elvas with Projecto Elvas, Vol.2, and also released Requiem, its 20th title, a sonic and visual essay based on the decomposition of Mozart’s Requiem, K. 626. The music of Requiem was expanded into a sound installation by Filipe Faria, premièred at the Monastery of Alcobaça, and into the film Respira, directed by Filipe Faria within the framework of the Prémio Território | Estúdios Victor Córdon – Best Portuguese Director, awarded at the InShadow – Lisbon Screendance Festival 2025. Commissioned by OPART / Estúdios Victor Córdon within the TERRITÓRIO IX programme, the film premièred at Teatro Nacional São João in Porto, followed by performances at the Millennium Festival ao Largo, at Centro Cultural de Belém in Lisbon, and at Teatro Aveirense.

Since 2003, Sete Lágrimas has received support from the Ministry of Culture (Portuguese Government) and the Directorate-General for the Arts, and, since 2012, from the Municipality of Idanha-a-Nova – UNESCO Creative City of Music. The consort is represented and published by Arte das Musas.